Entrevista de Dilma Rousseff para a TV Brasil

Na quinta-feira, 9 de junho, a TV Brasil veiculou uma entrevista exclusiva gravada anteriormente com a presidenta afastada Dilma Rousseff e que não fora ao ar como planejado. A exibição estava marcada para a segunda-feira da mesma semana, mas não aconteceu devido à mobilização de funcionários que alegavam que o contrato de Luis Nassif, jornalista que conduziu a conversa, havia sido suspenso.
A entrevista já estava programada antes de o diretor-presidente da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), Ricardo Melo, ter sido exonerado do cargo pelo governo interino. Para ocupar a direção da emissora pública, foi nomeado Laerte Rímoli, ex-funcionário da Globo que já foi assessor de comunicação tanto de Aécio Neves quanto de Eduardo Cunha. Por questões políticas, logo depois de assumir, Rimoli demitiu vários funcionários da TV Brasil, entre eles Luis Nassif. Com a volta de Melo à direção da EBC, determinada por uma decisão liminar do STF, a entrevista foi ao ar.
A EBC, criada em 2007,  é uma empresa pública responsável pela gestão das emissoras de rádio e televisão públicas federais.
O Jornal GGN transcreveu grande parte da entrevista em três postagens diferentes: 1, 2, 3.
No site O Cafezinho, Miguel do Rosário comenta criticamente a entrevista e faz vários questionamentos, como este, relativo à EBC e à comunicação pública:
“Se, por um milagre, Dilma voltar ao poder, ela entenderá a importância, para o país, para a estabilidade política de seu governo, para a própria existência de uma democracia, de um sistema de comunicação mais democrático; ou voltará a se ajoelhar no altar da mídia golpista?”
Entre outras coisas, o blogueiro conclui que:
“Apenas quando o poder lhe foge das mãos, Dilma percebe o que todos lhe diziam diariamente, há anos: a política nasce da comunicação”.
Leia aqui os comentários.

 

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